Home Publicações Destaques Em Assembleia, servidores aderem à greve geral marcada para esta terça-feira, 5

Em Assembleia, servidores aderem à greve geral marcada para esta terça-feira, 5

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A Assembleia Geral realizada pelo Sintrajufe na sexta-feira 1º de dezembro no Auditório do TRE/MA referendou a participação da categoria nos atos da greve geral nesta terça-feira, 5 de dezembro.

Na sexta-feira, algumas centrais haviam "declarado" suspensa a greve geral: alegaram que, com o adiamento da votação, a greve estaria suspensa. A notícia não foi bem recebida pelos trabalhadores e pelos demais movimentos não consultados com essa finalidade, como foi o caso da CSP Conlutas, que soltou nota contrária à suspensão: vários movimentos e sindicatos já vem se articulando para demonstrar força nesse momento que o governo não consegue votos para aprovar mais esse ataque aos trabalhadores dos setores público e privado. Com a má repercussão, os que assinaram a nota contrária ao movimento voltaram atrás, chamando à realização de atos neste dia. De qualquer forma, a greve foi mantida, além de vir contando com a adesão de várias categorias, como aconteceu na sexta-feira durante a Assembleia do Sintrajufe.

Atividades da greve geral

 

Em Imperatriz, haverá concentração a partir das 8h na Praça Brasil para ato unificado de diversas categorias.

  

Já na capital, serão dois pontos de concentração: na Barragem do Bacanga, próximo ao Campus do Bacanga (UFMA) e na BR 135, na altura do IFMA Campus Maracanã. As concentrações ocorrerão a partir das 5h da manhã. A base do Sintrajufe aprovou participação no ato da Barragem do Bacanga.

  

Pauta

 Os trabalhadores reivindicam a retirada definitiva da reforma da Previdência da pauta do Congresso Nacional, apontando que o déficit anunciado na verdade é sonegação dos patrões e descumprimento da Constituição pelo Estado: ela obriga repasses do Tesouro Nacional e de diversos tributos para a Seguridade Social que envolve, além das aposentadorias, o Sistema de Saúde e o atendimento à população vulnerável.  Também entre as reivindicações, a anulação da Reforma Trabalhista, em razão de sua inconstitucionalidade: a matéria aprovada permite que trabalhadores recebam menos que o salário mínimo legal e vigente no país, além de outros ataques aos trabalhadores. Nesse sentido, exigem também o fim da lei de terceirizações, que precariza em grande escala (fragiliza) os empregos ofertados à população. 

Com a greve geral desta terça, pretende-se barrar o andamento da reforma, tal como já foi feito em abril, quando a primeira greve geral no país em décadas contribuiu para atrasar o calendário da reforma previdenciária, que vinha sendo dada pelo governo como concluída até o fim do ano – não fossem as mobilizações dos trabalhadores, que seguirão, até atingirem seus objetivos - anunciam representantes de sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais. 

 

NOTAS

 ATENÇÃO!

Apesar da decisão de algumas Centrais Sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CSB) sem concordância das demais (CTB, Pública, Intersindical, CSP-Conlutas e CGTB) de suspensão da Greve Geral de 5 de dezembro pelo recuo do governo em votar a Reforma da Previdência em 6 de dezembro, a FENAJUFE orienta seus sindicatos de base a PERMANECEREM EM ESTADO DE MOBILIZAÇÃO, MANTENDO A GREVE GERAL E MANIFESTAÇÕES PROGRAMADAS PARA O 5 DE DEZEMBRO.

Vários sindicatos da nossa categoria já aprovaram em assembleias a participação e devemos seguir construindo nosso enfrentamento à Reforma da Previdência, à EC 95, à MP 805, ao desmonte do PJU e MPU e à extinção da Justiça Trabalhista.

Essa reforma não passará!

Brasília-DF, 1º de dezembro de 2017

Fenajufe  Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União

CENTRAIS EMITEM NOTA APÓS REUNIÃO EM SÃO LUÍS:

Não tem arrego . A reforma da previdência não passará.

 

As centrais sindicais CSB , CSP CONLUTAS, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, NOVA CENTRAL SINDICAL, reunidas no dia de ontem (01), definiram por manter a GREVE GERAL do dia 05 de dezembro (terça-feira) que será realizada em São Luís e em outros municípios do estado.

 

Temos a certeza que nas ruas iremos derrotar TEMER e sua Reforma da Previdência,  que tem o intuito de impedir que o trabalhador se aposente, e lutar para revogar a Reforma Trabalhista que permite que o trabalhador ganhe menos de um salário mínimo por mês e retira vários direitos trabalhistas, e a EC 95 que por vinte anos congela investimentos nas áreas sociais(saúde, educação  moradia, etc). 

Viva a luta dos Trabalhadores!

Fora Temer, suas reformas , e todos os corruptos do Congresso Nacional!

São Luís, 02 de dezembro de 2017.

 

NOTA CSP-CPNLUTAS:

Hoje (dia 1º) fomos surpreendidos com a desmarcação da Greve Nacional assinada pela cúpula de seis centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB*, UGT, NCST e CSB). Isto, sem consulta prévia à CSP-Conlutas e sem consulta à suas próprias bases nos estados e nos sindicatos. Resolveram desmarcar por telefone a Greve Nacional convocada para o dia 5 de dezembro.

Isto acontece exatamente no momento em que o governo Temer está com dificuldade em conseguir o número de votos necessários para a aprovação do fim da aposentadoria dos trabalhadores brasileiros. Acontece no momento em que na base aumenta a disposição em realizar a Greve Nacional e manifestações para derrotar definitivamente a Reforma da Previdência.

Este recuo é um grave erro e ajuda somente ao governo Temer. Não conta com o apoio da CSP-Conlutas!

Este recuo significa abrir mão de uma ferramenta fundamental, que é a Greve Nacional, uma grande oportunidade de, pela ação direta, enterrarmos de vez essa reforma que acaba com a nossa aposentadoria e vem sendo articulada a base da compra de votos por um governo e um Congresso Nacional corruptos a serviço da burguesia desse país.

A CSP-Conlutas chama a todos os sindicatos e organizações de base a se manterem mobilizados e realizarem assembleias, protestos e manifestações, a manterem a pressão sobre os deputados nas casas e aeroportos. Não vamos baixar a guarda!

O governo recuou apenas por uma semana, e se for colocar em votação a reforma, chamamos a todos os sindicatos e organizações a paralisarem o país imediatamente.

Só a luta unificada e uma Greve Geral podem derrotar o governo Temer e esse congresso de corruptos!

Se quiserem votar, o Brasil vai parar!

Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas

*A CTB publicou nota oficial afirmando discordar da posição da maioria das centrais sindicais na nota que desmarca a Greve Nacional de 5 de dezembro.

Última atualização ( Seg, 04 de Dezembro de 2017 15:40 )  

Canal Sintrajufe

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